Casa Flutuante - A Terra É Nossa Casa Flutuante (2004)

CASA FLUTUANTE
[Por Fernando Coelho]

Eles fazem parte da geração musical mais promissora que o solo alagoano brotou. Começaram cedo na música e agora vivem momentos de transição no cenário artístico, onde o profissionalismo aparece, acenando com a possibilidade da tão sonhada sobrevivência através da arte. Hélio Pisca e Júnior Bocão formam a banda Casa Flutuante, a mais nova do cenário local.

A Casa Flutuante conseguiu fazer um disco de rock onde as composições se sobressaem às guitarras. Um caso atípico, mas com o resultado excelente. Quando a dupla resolveu deixar o Mopho para encarar um novo projeto, sabia das dificuldades. Da falta de grana à árdua tarefa de encontrar uma banda, as barreiras não seriam poucas.

Imbuídos com o espírito da perseverança e conscientes de que para conquistar a sobrevivência no meio artístico, seja em qualquer área ou segmento, é preciso mais que talento, eles entenderam que planejamento, dedicação e determinação são tão importantes para alcançar esse objetivo quanto o dom natural de expressar uma visão de mundo com respeitável fruição estética.

Bocão sempre foi compositor autoral desde a época de sua antiga banda. Pisca precisava expandir seus horizontes e os limites de sua sensibilidade e acoplou o teclado aos seus dotes de baterista. Convidaram o prodígio multi-instrumentista e arranjador Billy Magno e, juntos, começaram a conceber o que seria o primeiro produto da banda, antes de mesmo de qualquer ensaio ou show.

Foram meses de elaboração de arranjos, gravações e mixagens. Praticamente todo o ano de 2003 foi dedicado à manufatura da obra que finalmente pode ser apreciada após uma prensagem independente de mil cópias. O disco, que saiu em janeiro deste ano, já está à venda em diversos locais da cidade, e também pode ser obtido pelo site do grupo, no endereço eletrônico www.casaflutuante.com.br.

Livre de qualquer amarra e com a criatividade correndo solta, segura apenas pelas rédeas da formatação pop e da sofisticação melódica, a banda convidou músicos experientes como Joselho Rocha, Sóstenes Paes, Edvaldo Gomes e Luiz Carlos Costa para enriquecerem o disco com metais e cordas.

As composições de Bocão foram realçadas e aumentaram a força de sua personalidade, vide o exemplo de Mais um Dia e Olha o Tempo. Nas faixas A Família é Inimiga da Arte e População: Zero, Pisca expurgou os devaneios que circulavam por seu subconsciente em experimentações com referências diversas, do cinema à literatura, da pintura surrealista à cultura pop em geral como influência maior nas relações humanas dos séculos XX e XXI.

Além das viagens sonoras, os outros grandes momentos do disco ficam por conta de Imaginação, A Outra Face e Nossa Canção. Amostras preciosas do que a música pop alagoana vem produzindo nos últimos anos. Masterizado pelo ilustre Luiz Calanca, dono do lendário selo paulistano Baratos Afins, o disco tem ilustrações de Myrna Maracajá e de Hélio Pisca, além da arte gráfica conceitual de Cícero Rodrigues.

A história dos dois músicos é a mesma que se repetiu em todos os cantos do Brasil, quando jovens de classes menos favorecidas em cidades periféricas substituíram o tédio pela auto-afirmação na tribo roqueira formada pós Rock in Rio, em 1985.

A garotada foi crescendo, as tribos se segmentaram e alguns fizeram da adoração pela música seu modo de vida. Entre esses, estão aqueles que se encantaram com a magia e a liberdade da explosão cultural desencadeada pelos Beatles na swimming London, culminando com o flower power e o movimento hippie, em paralelo com a pop art, a Tropicália, a nouvelle vague e o cinema de Stanley Kubrick.

Bocão e Pisca se enquadram aí. Inicialmente fãs de rock pesado, foram aos poucos assimilando influências diversas e aí Led Zeppelin, Beatles e Pink Floyd tomaram os meninos de assalto. Em seguida, o mergulhar na psicodelia inglesa e da costa oeste americana, e finalmente, os Mutantes, a jovem guarda e os valores mais contemporâneos da música brasileira.

Daí foi formar uma banda e começar a acreditar no sonho, colocando a mão na massa. Após uma trajetória que chegou a bater na porta do sucesso com sua antiga banda, o duo tem agora a tarefa de lançar e divulgar bem o disco da empreitada atual para retomar seu lugar devido na esfera musical nacional. “Cara, a gente respira música. O que de melhor sabemos fazer é isso. Não temos como acreditar em outra coisa para viver”, explica Júnior Bocão.

A banda estreou em palco no Projeto Jaraguá Cultura e Negócios, no dia 20 de dezembro de 2003, e fez bonito. Com direito a naipe de metais, projeções e a participação especial do mestre Chau do Pife. Ao vivo, Bocão assumiu o baixo e Pisca a bateria. A banda conta ainda com a participação de Billy Magno no teclado e piano elétrico e Marcus Vinícius na guitarra e violão. “Estávamos um pouco nervosos, nos cobrando bastante, mas foi uma boa estréia. Começamos com o pé direito”, afirma o baixista.

O ÁLBUM, FAIXA A FAIXA [MP3]:

1. VOCÊ E ESSE MUNDO LOUCO [MP3]
Uma canção singela. Duas crianças dialogam frente a frente com seus brinquedos sobre o estranho mundo dos adultos. A guitarra de riffs simples guia o ouvinte pela filosofia lúdica.

2. OLHA O TEMPO [MP3]
A letra fala por si. “Olha / Já faz tempo / E o meu tempo não olha pra trás”. A espiral da vida até o infinito com o piano elétrico de Billy fazendo a cama e estrutura com toques de psicodelia.

3. MAIS UM DIA [MP3]
A vida encarada com alto astral. O arranjo de cordas e o sopro trafegam numa explícita referência ao vaudeville dos Beatles via Paul McCartney. Linda.

4. IMAGINAÇÃO [MP3]
O clássico instantâneo. “Tudo simples / Tudo tão claro / Carrego, na bolsa, idéias / Que me fazem entender melhor / O poder / O caos / A comunidade...”. Poesia madura com melodia de forte identidade autoral.

5. VOCÊ E ESSE MUNDO LOUCO (FIM) [MP3]
A primeira experimentação do baterista Hélio Pisca na vinheta de loops, efeitos e narrações, incluindo a célebre frase de Magritte: “Não procurem nada por trás de meus quadros, por trás de meus quadros, existe a parede”.

6. PAREDES [MP3]
Música pop atemporal. A guitarra slide de Paulinho Pessoa (Sonic Junior) dá o acabamento na massa corrida e deixa a casa pronta para quem quiser morar.

7. A FAMÍLIA É INIMIGA DA ARTE [MP3]
A segunda vinheta de Hélio Pisca remete aos Beatles. Dessa vez as colagens adquirem tom mais radical, se comparando a uma versão editada de Revolution 9.

8. NOSSA CANÇÃO [MP3]
É um dos arranjos mais sofisticados do CD. Leves toques de black music e melodia cativante. O hit do disco.

9. A OUTRA FACE [MP3]
Se mostrar por inteiro, se doar por completo. Uma das essências que compõe a fragrância do amor. Balada de instrumentação moderna, mas com típica sonoridade do rock brasileiro dos anos 70.

10. POPULAÇÃO: ZERO [MP3]
O fim chega com a última experimentação. As trilhas de cinema são a referência mais clara. A Casa Flutuante é uma máquina do tempo e seu caminho passa pelo Tetror 50’s, pela ficção 60’s e pela psicodelia 70’s. Passados sete minutos, é hora de descer sobre os jardins de um novo amanhecer, deixando o caos para trás.

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RELEASE:

Formada originalmente em 2003, a Casa Flutuante foi montada pelos dissidentes do grupo alagoano Mopho, Júnior Bocão (baixo e voz) e Hélio Pisca (bateria), que já havia figurado no cenário nacional com o homônimo disco Mopho, lançado pelo lendário selo paulistano Baratos Afins.

Em janeiro de 2004, a Casa Flutuante lança o disco de estréia intitulado “A Terra É Nossa Casa Flutuante”. Com produção independente, o disco, que faz uma síntese do tropicalismo com arranjos de cordas e metais, conta com uma pitada de surrealismo e uma veia pop, recebeu ótimas críticas em veículos da mídia nacional, como por exemplo do JB On-line, da Revista MTV e da aclamada Revista Bravo, cujo texto foi assinado pelo próprio editor chefe, Marcos Frenette.

No mesmo ano, a Casa Flutuante iniciou a divulgação do primeiro disco e mudou-se para São Paulo, e, após vários shows pela paulicéia o grupo é reformulado. Hélio Pisca deixa a banda e cede lugar para Michel Campos na bateria. Leandro Delpech se integra a Casa em seguida, assumindo as guitarras e violões.

Em fevereiro de 2006, o grupo foi recebido por Sérgio Dias. Em seu estúdio, o mestre declara simpatia pelo som, fato que impulsionou a Casa Flutuante a seguir firme no difícil solo da música no Brasil, reescrevendo a história vivida por tantos outros que lutaram pela boa música no Brasil.

“A gente prima pela sofisticação melódica, herança do rock brazuca do final dos anos setenta, e passeia por vários gêneros - como o blues, psicodelía sessentista e o rock progressivo dos anos 70 - transbordando estas influências em nossas canções e arranjos”, explica Bocão.

Após ter pecorrido o circuito e tocado em lugares consagrados pela galera alternativa, como FunHouse, Milo Garage, Outs, Studio SP, Centro Cultural São Paulo, V2, Saracura, Porão Rock Clube (PR) e Festival Psicodália (SC), o trio está em fase de produção de seu segundo disco, que deve contar com muito rock’n’roll, psicodelía e levadas pop. Ingredientes com os quais o grupo tem se destacado no cenário da música indie brasileira.





Grata foi minha surpresa ao conhecer a banda Casa Flutuante, tenho tido a oportunidade de por todo o mundo encontrar e produzir bandas novas e dentre todas Casa Flutuante creio eu ser a de material mais original e inteligente musicalmente, também são músicos excelentes, contrastando com o atual cenário imediatista encontrado na maioria dos grupos atuais que se juntam para tentar um "lugar ao sol "e pouco de si realmente dão...
Casa Flutuante é uma banda séria e seria um enorme prazer produzi-los pois sei que nossos trabalhos se completariam e seria de importância para a musica popular nacional que no momento carece de inspirados trabalhos como o deles...
Sem mais ...
Agradeço a oportunidade...
Sérgio Dias
Mutantes





Drops MTV – por Daniel Vaughan 03/03/2006

Trio alagoano que faz rock com influência dos anos 70, a Casa Flutuante ganhou a simpatia do histórico guitarrista Sérgio Dias e planeja gravar o segundo disco com a produção do eterno mutante. O mtv.com.br trocou uma idéia com Bocão, o vocalista e baixista da banda. Veja.

Mtv.com.br - Como rolou a história de o Sérgio Dias querer produzir um disco de vocês?

Bocão (vocalista e baixista) - Fiz um contato por telefone com o Sérgio. A princípio queria que ele produzisse uma faixa nossa, mas o pedido foi negado de imediato, o Sérgio falou que só produziria o projeto inteiro caso ele achasse interessante a banda, os integrantes. Me chamou para fazer uma visita no ZOD Studio (o estúdio do Sérgio Dias em São Paulo) para conversarmos pessoalmente e para ele ouvir o que tínhamos gravado. Para minha surpresa ele adorou o som da banda, fez elogios às canções e arranjos, apontou os pontos prós e contras e depois de ouvir a demo e o disco inteiro, enfim disse que toparia produzir.

Mtv.com.br – É verdade que vocês fizeram uma jam com ele, como foi o encontro com o ídolo?

Bocão (vocalista e baixista) - No segundo encontro eu levei o resto da banda para apresentar para ele, conversarmos um pouco e logo o Sérgio mandou: “E aí vamos fazer um som?”. Fizemos uns improvisos, tocamos “Portugal de Navio” (música dos Mutantes), ele nos acompanhou em uma canção minha chamada “Andar, Andar”, num total clima de descontração. Ele é um grande ídolo nosso, uma grande pessoa, tem muita coisa para ensinar pra muita gente.

Mtv.com.br – O que o Sérgio pode acrescentar ao som de vocês?

Bocão (vocalista e baixista) - Não tenho dúvidas que ele é a pessoa ideal para produzir a Casa Flutuante, tanto pela sua trajetória musical como pelo próprio amadurecimento da banda. O Sérgio é o contato direto com a história do rock, com os timbres e experiências sonoras, ele acompanhou todo o processo evolutivo das gravações modernas e é um grande músico e cantor. Acrescenta e muito, e se não vendermos uma cópia deste disco ainda assim terá valido a pena aprender um pouco com esse mutante.

Mtv.com.br – Na sua opinião, qual é a importância dos Mutantes para o som de vocês, que representam uma geração roqueira bem mais nova, e para o rock nacional em geral?

Bocão (vocalista e baixista) - Os Mutantes são importantes não apenas para a música no Brasil, acho que não houve banda mais criativa que eles no mundo. Eles reeditaram muitas estéticas sonoras ao longo da carreira, de “Os Mutantes”, de 1968, até o “Ao Vivo”, de 1975, o que se houve é muita diversão aliada à técnica. Qualidade e muito bom gosto, o que faz a banda vencer o tempo e ainda ser tão atual.

Mtv.com.br – Quando vocês vão começar a gravar o disco? O que falta para começar as gravações?

Bocão (vocalista e baixista) - Estamos correndo atrás para resolver a parte prática, buscando apoio de alguma empresa para patrocinar o projeto. Queremos fazer um disco bem feito, pensado nos mínimos detalhes, o que vai desprender tempo e dinheiro... Dinheiro que ainda não temos. O Sérgio está cheio de compromissos até agosto, porque vai pra Europa tocar, tem um show dos Mutantes em Londres. Estamos nos programando para gravar em setembro, mas até lá temos que arrumar o “cascalho” necessário, nada é de graça nessa vida.





A TERRA É NOSSA CASA FLUTUANTE
Casa Flutuante
[Por Marcelo Costa, 15/03/2005]

Júnior Bocão e Pisca eram, respectivamente, baixista e baterista do Mopho, combo alagoano de rock regressivo, uma música sem firulas eletrônicas, com base em um instrumental coeso e na paixão pelos sixties, mas com um sotaque fortemente brasileiro. Fora do Mopho, Júnior Bocão e Pisca montaram a Casa Flutuante, que abre ainda mais o leque de influências sessentistas da dupla, agora incorporando o rock rural de Sá, Rodrix e Guarabira, e ainda Zé Ramalho, Geraldo Azevedo, Alceu Valença, entre outros.

A Terra é Nossa Casa Flutuante impressiona pela excelente produção e execução, que conseguem dar ainda mais brilho a grandes canções como Você e Esse Mundo Louco, que um ouvinte desavisado poderia jurar ser uma canção dos Los Hermanos. No arranjo, baixo, guitarra e bateria recebem a companhia de piano, um delicioso cravo e uma flauta doce. Mais à frente, uma vinheta experimental inspirada em Você e Esse Mundo Louco cita Magritte: "Não procurem nada por trás de meus quadros, por trás de meus quadros existe a parede".

Olha o Tempo tem toques psicodélicos ("Perder tempo já não rola mais", diz a letra) enquanto Mais Um Dia remete aos arranjos de cordas de Paul McCartney nos Beatles. Paulinho Pessoa, do Sonic Junior, toca guitarra em Paredes. Uma outra vinheta beatle decreta: A Família é Inimiga da Arte. No nível das melhores canções do disco surge Nossa Canção, com toques de black music e ótimo refrão: "É só dar a César o que é de César porque ele merece: nossa canção". Produzido e arranjado pela dupla, com apoio de Billy Magno, e masterizado por Luiz Carlos Calanca (Baratos Afins), A Terra é Nossa Casa Flutuante é um álbum inspirado e inspirador.





TEMPO FLUTUANTE
[Marco Frenette, Editor da Revista Bravo (abril/2004)]

O sonho não acabou. E em algum lugar deve haver campos floridos e sem muros, onde se possa fazer piqueniques ao sol sem risco de estupro ou roubo. É essa a atmosfera das músicas do Casa Flutuante (Júnior Bocão e Hélio Pisca). Produzido e arranjado por ambos, e com letras do primeiro, o CD é agradavelmente datado e vem em nome da paz. Os efeitos e teclados de População Zero são algo entre Rick Wakeman e Stockhausen, "olha o tempo" e "você e esse mundo louco" são síntese do clima hippie. Disco maravilhoso, porque maravilhado. A atualidade é que está errada.





A Terra é Nossa Casa Flutuante
[João Bernardo Caldeira, www.jbonline.com.br]

O goleiro da Seleção Brasileira, Dida, é alagoano. Na música, tem o Hermeto Pascoal, o Djavan e o... Wado, novo talento que se apresentou no Tim Festival, mas que na verdade é... catarinense. Não é fácil se sobressair em Alagoas, estado sempre dependente da visibilidade que possa conseguir no eixo Rio-SP. O Casa Flutuante mandou para o JB Online seu disco de estréia, que leva apenas o nome do grupo, e desbanca qualquer um que venha dizer que faltam novos talentos na música brasileira.

A crise da indústria fonográfica continua, a recessão brasileira também, e aumentam as dificuldades para os que buscam espaço. Mas, ainda assim, há vitalidade. Mas o curioso é que surgem aos bobortões, em qualquer festivalzinho do país, bandas loucas para mostrar o som sujo do rock'n roll, a velha atitude sexo e drogas, muitas vezes confundindo-se música com adolescência. O Casa Flutuante, ao contrário, não quer saber de nada disso.

Fez um disco bem trabalhado, cada instrumento é pensado, como é, por exemplo, um CD dos Los Hermanos (atenção: as semelhanças param aí). Não há exagero de notas, nem solos desvairados, mas economia, simplicidade. Guitarras na medida certa, metais, flauta, cravo, teclados bem dosados, até um discreto violino é chamado. Por trás disso tudo, vigora uma atmosfera e sonoridade do rock progressivo setentista, só que sem a hipnose e lentidão.

As letras são desprentesiosas, engraçadas até, mas sem serem engraçadinhas. A precisão talvez seja fruto do fato de que o Casa Flutuante é formado apenas por Júnior Bocão e Hélio Pisca, que convidaram diversos músicos para o CD (e pode ser solicitado através do e-mail casaflutuante@casaflutuante.com.br), mas mantiveram as rédeas nas mãos. Mas será que em cima de um palco eles conseguem manter a riqueza sonora? Que apareçam no Rio, em São Paulo, e que venha o segundo disco, quem sabe lançado por uma gravadora?





A Terra é Nossa Casa Flutuante
[Por Rafael Jr. para www.deROCK.COM.BR]

É inevitável a comparação com a antiga banda, as influências são parecidas - Beatles, rock'n'roll anos 70 e Progressive Rock brasileiro - mas agora com pitadas de Clube da Esquina e mais psicodelia pink-floydiana.

Essa é a nova banda dos ex-Mopho Hélio Pisca (baterista, agora tocando outros instrumentos também e compondo) e Júnior Bocão (baixista/ guitarrista/ cantor e autor da maioria das músicas deste CD). É inevitável a comparação com a antiga banda, as influências são parecidas - Beatles, rock'n'roll anos 70 e Progressive Rock brasileiro - mas agora com pitadas de Clube da Esquina e mais psicodelia "pink-floydiana".

Os bons naipes de cordas e metais deram um colorido especial a algumas músicas, e um cara chamado Billy Magno colaborou bastante tocando piano elétrico, clarineta, flauta e saxofones, um verdadeiro multiinstrumentista. Espero que tenham mais longevidade no novo projeto, e paz entre os integrantes.





A Terra é Nossa Casa Flutuante
[Por Luciano Branco para www.poraoweb.com.br]

A banda é composta por dois ex-integrantes do Mopho (responsável por colocar Alagoas no cenário musical), Júnior Bocão (ex-baixista) e Pisca (ex-baterista), e logicamente só poderiam estar lançando um ótimo álbum de estréia (produzido e arranjado por eles com auxilio de Billy Magno e masterização feita por Luiz Calanca do Selo Baratos Afins), que como o esperado traz a toda psicodelia e o power-pop do trabalho de outrora. Viagens sonoras, texturas, circulam o trabalham da Casa Flutuante as composições e arranjos mostram toda versatilidade dos seus integrantes Junior Bocão toca guitarra, baixo, violão, órgão e Helio Pisca além de bateria se expande para os teclados, piano, cravo, efeitos, piano e guitarra.

A banda mostrou uma grande preocupação com a arte gráfica (feita por Cícero Rodrigues) e os acabamentos dos CD (as ilustrações são de Myrna Maracajá e de Hélio Pisca) que estão impecáveis, já nas 10 faixas que compõe o mesmo o que ouvimos são ótimas composições e arranjos onde vale ressaltar a participação fundamental do multi-instrumentista e arranjador Billy Magno.

A faixa que abre o disco é a delicia pop Você e esse mundo louco, já em Olha o tempo começa a viajem sonora da banda (... foi o tempo e perder tempo já não rola mais) um piano elétrico dá um charme especial à canção (a parte instrumental chegou a me lembrar daquelas musicas que ouvíamos nos desenhos do Charlie Brown), Mais um dia é feliz e tem arranjos de sopros e cordas, Imaginação é rock progressivo made in anos 70 (caminho pensando em ser a própria imaginação) originalmente essa musica seria do segundo álbum do Mopho, Você e esse mundo louco (fim) a vinheta experimental usa os riffs da canção, efeitos e narrações com destaque para esse trecho (Não procurem nada por trás de meus quadros, por trás de meus quadros, existe a parede) que já se emenda na próxima musica que é Paredes poesia concreta em outra levada pop mesmo com o slide a conta de Paulo Pessoa guitarrista do não menos genial Sonic Junior, outra vinheta A família é inimiga da arte narrações de jornal, barulho de platéia de programa de auditório, violinos, sinos, e aplausos, vai entender, Nossa canção acreditem se quiser é uma autentica black music, classuda e arrojada para artista reunido nenhum colocar defeito, A outra face balada psicodélica sobre ausência e saudade e pra fechar População: Zero outra faixa com uso e abuso de efeitos, experimentações, loops etc, mas por ser grande (são sete minutos!) acabei achando desnecessária (tem cara de trilha sonora de curta metragem).





Casa Flutuante, a nova pop-psicodelia tropicalista
[Fernando Rosa para www.senhorf.com.br]

Júnior Bocão e Pisca, respectivamente ex-baixista e ex-baterista do Mopho, estão de volta com sua nova banda, batizada de Casa Flutuante, e um ótimo álbum de estréia. Produzido e arranjado pela dupla, mais o parceiro Billy Magno, e masterizado por Luiz Calanca, o álbum traz a pop-psicodelia clássica, marca registrada dos alagoanos.

Com um grande esmero na produção, o álbum contém 10 faixas, destacando algumas grandes composições, especialmente ‘Você e esse mundo louco’, ‘Mais um dia’ e ‘Olha o tempo’. No CD está também a genial ‘Imaginação’, de autoria de Bocão, que deveria integrar o repertório do segundo álbum do Mopho, ainda com a formação original, e que chegou a ser gravada pela banda em versão demo (a música tocou no programa Senhor F – A História Secreta do Rock Brasileiro).

Além da qualidade das composições, ‘A Terra é nossa Casa Flutuante’ traz o instrumental impecável da dupla, sem dúvida, entre os melhores do país em suas áreas. O álbum também revela um arranjador, o já citado Billy Magno, com a genialidade dos mestres passados, como Rogério Duprat, principalmente. A utilização de orquestração, dos mais diversos instrumentos, é feita com elegância e criatividade.

Em resumo, um ótimo álbum que, apesar de atiçar saudades do clássico Mopho, tem identidade e personalidade própria, capaz de projetar a dupla para vôos mais altos. Preencha os dados abaixo para receber todas as novidades





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Um comentário:

Renato Botao disse...

Prezados Colegas boa tarde

Faz muito tempo que venho procurando algo sobre esta ótima banda.
Gostaria de saber se eles estão na ativa, se tem shows agendados, se tem novos trabalhos.
Parabéns pelo blog. Maravilhoso.
Abs

Renato